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4 de jul. de 2010

Tudo vai ficar bem





















Compreensão:


Tanto o que ressentir, para alguns isto se torna repetitivo, e para outros, o sonido da solidão se aquieta com o escuro que gira em torno destes.
Ao norte, sul, leste e oeste seguem as respostas que procuro, elas podem estar em qualquer lugar, mas me pergunto se é inútil procurar, pois estou somente vivendo a vida, e muitas vezes, a custo dos outros, mas assim é o ser humano, buscando a sua sobrevivência.
Parece egoísta pensar que me sinto estranho neste mundo. Cambaleei entre as águas escuras e guardei comigo segredos que já não importavam para mais ninguém, a não ser talvez, para mim mesmo, para provar que aquilo se deve superar e não julgar a morte como a opção mais sensata.


Passado:

Não há como voltar atrás daquilo que foi especial e aquilo que era para asfixiar nosso peito com angustias, já foi feito, era para ser feito, e nós sabemos disso, então, para que persistir? Nada será mais como naquele dia, em que todos estavam correndo pelos campos verdes, e o raio de luz brilhava sobre nossos olhos, e parecia que mesmo que vicemos à noite, ela seria bela e estrelada, indicando o caminho para os viajantes... Nada será igual, tudo não passa de passado, aqueles sorrisos se tornaram lágrimas contínuas; mas apesar de tudo, prefiro acreditar que anjos tenham soprado em meus ouvidos e dito: “Vai ficar tudo bem”.


Solidão:

“Tenho sentido meu espírito inquieto ultimamente, e eu o encontro todas as noites em meus sonhos, mas ele me diz para procurar um outro, pois nesta base, que é corpo, ele não está à vontade o bastante para terminar todo o seu curso”.
Todo ser humano que se preze deve encarar desafios, para crescer, e às vezes devemos passar sozinhos sobre as pedras cortantes, pois nenhum de nossos amigos quer se machucar.
“Muitos vivem no ermo de seus próprios corações, sem ao menos perceber onde estão.”


Aceitação:

Vejo espelhos por todos os lugares, no fundo deles, as pessoas que estão olhando junto de mim estão com faces diferentes, enquanto eu permaneço imerso nas minhas próprias crenças. Pessoas mudam para viver algo que elas não querem mais ser, muitas vezes pelos erros cometidos outrora; mas me vejo andando em círculos, sem acrescentar algo novo para mim mesmo, ou será só o tempo?


Medo:

“Era noite, caia uma chuva como eu não via há muito tempo, as ruas estavam vazias, e eu, por alguma razão, não estava calmo, afinal, eu já tinha passado por noites como essas, muitas vezes, e nada me afligia; mas era diferente, minhas pernas tremiam, meu corpo soava inteiramente e meus olhos lacrimejavam.
É difícil descrever o que eu sentia, mas aparentemente, de tudo que me lembro, era de um lugar frio, não havia janelas, as portas eram finas, mas estavam trancadas, era um quarto de ferragens talvez, mas do lado de fora, eu ouvia alguém tentando se comunicar comigo, aparentava uma voz mais experiente de vida, um homem que parecia conhecer tudo de lá, mesmo assim, não dava para ver de muito longe, pois meus braços e pernas doíam muito, estavam imóveis e minha visão estava embaçada, eu sentia como se fosse ficar cego a qualquer momento.
As únicas palavras que lembro daquele homem dizendo eram: “Você... Está... No fundo... da alma...”; por incrível que pareça, eu já havia escutado estas palavras antes, talvez fosse apenas minha mente que estava ficando perturbada... Talvez... Talvez... Talvez...”

“Era dia e caia raios de sol como eu não enxergava há muito tempo, as ruas estavam cheias, e eu, por alguma razão, estava calmo como a natureza, entretanto o entardecer estava vindo, e eu não tinha para onde ir, então entrei em um pequeno abrigo, parecia com um quarto de ferragens, e no final, achei que tive sorte, pois, bem quando eu entrei, começou a chover muito lá fora... Entretanto, eu sentia que já tinha passado por ali antes.
É interessante quando você olha para aquela cova funda aberta no solo só para pegar água... Eu cai dentro de uma, eu estava afundado por água e escuridão e lá de dentro eu escutava alguém tentando falar comigo, para me salvar... Era estranho, era alguém que parecia comigo, só que mais velho. Fechei meus olhos e consegui enxergar dentro de mim mesmo, eu estava num lugar com cores pretas, seria esta, minha alma?
Abri meus olhos, foi um sonho similar a outros que já passei, mas a partir deste, comecei a prestar mais atenção na minha vida e da forma como eu estava agindo habitualmente, pois eu vi minha alma, e ela estava completamente rodeada de preto com luzes fracas... Mas o que fazer? Eu estava com medo.”



(Betim.Giovane)

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